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Rússia: sanções não afetam criação de usina nuclear no Irã


07 de junho de 2010 14h07 atualizado às 14h45

O chefe da Agência Nuclear da Rússia, Serguei Kiriyenko, negou nesta segunda-feira que a imposição de sanções a Teerã possa afetar à construção por engenheiros russos da usina nuclear de Bushehr, no Irã.

Kiriyenko explicou a uma emissora de rádio local que as duas fases do ciclo nuclear da fábrica que podem ser utilizadas tanto com fins civis como militares têm lugar em território russo.

O funcionário se referiu ao enriquecimento de urânio e a reciclagem do combustível nuclear utilizado para o funcionamento da central de Bushehr, a primeira que engenheiros russos constroem no Irã.

Além disso, ressaltou que a fábrica de Bushehr, de mil megawatts de potência e que se encontra nas margens do Golfo Pérsico, começará a gerar eletricidade após o verão.

Há poucos dias, o diretor do Organismo de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, assegurou que a fábrica começaria a operar em setembro.

Com o apoio da AIEA e apesar das críticas dos Estados Unidos, a Rússia forneceu durante os últimos anos ao Irã combustível nuclear destinado a Bushehr.

A Rússia sempre manteve que "a parte iraniana deu garantias escritas adicionais de que o combustível será empregado exclusivamente na central" para a geração de eletricidade.

Além disso, Moscou e Teerã assinaram no começo de 2005 um protocolo adicional sobre a devolução à Rússia do combustível nuclear usado na central atômica.

Bushehr deveria ter começado a funcionar em 2009, mas em novembro a Rússia anunciou que adiava o começo da fábrica para este ano, sem explicar os motivos, o que provocou a indignação de Teerã.

A Rússia, que sempre advogou pela solução diplomática da crise nuclear, se mostrou disposta a respaldar a imposição de sanções contra o Irã por suas ambições nucleares.

Por esta razão, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou recentemente o chefe do Kremlin, Dmitri Medvedev, por unir-se com os inimigos do Irã "durante 30 anos", em alusão aos Estados Unidos.


Fonte: EFE


 
 

 

 
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